Antes de qualquer atitude mais drástica é preciso saber se você está disposta a educar. "Os pais têm que ter disponibilidade interna para essa tarefa, porque educar exige perseverança e, às vezes, é necessário abrir mão de algumas coisas. Não é uma ação que você pode descartar. Educar é um exercício diário", afirma.
“Chame seu filho com certa antecedência, dê um banho para ele se acalmar e aí, sim, leve-o à mesa. É quase um ritual, e ele vai se acostumar a isso” O passo inicial é observar o comportamento do seu filho nas diversas situações diárias. Muitas vezes, o desequilíbrio pode estar nos outros membros da família e não na criança - ela apenas reage aos problemas que se apresentam.
Tudo se trata de um jogo e são os pais que normalmente iniciam essa "brincadeira". "A criança tem uma visão de mundo muito curiosa. Quando ela percebe que os pais estão inseguros ou com pressa, ela tem o jogo nas mãos. É um controle inconsciente que ela tem. Os adultos precisam aprender a usar em casa tudo o que eles aprendem sobre marketing no trabalho e mudar a tática. Não entrem no jogo das crianças. Você só joga quando tem alguém para jogar". Portanto, se o jogo na sua casa já começou, prepare suas peças e... boa sorte!
Se ainda sim o seu pimpolho não quiser comer, respeite-o. Isso mesmo. "Gente, os pais devem entender que as crianças podem estar sem fome mesmo. Isso acontece de vez em quando comigo, com você, por que não com as crianças?", são nessas horas que os filhos têm os pais nas mãos. "Se você obriga, a criança vai entender que tem o controle. Aí os pais se desestabilizam, fazem chantagens, forçam-na a comer, colocam-na de castigo. A sua tática a partir de agora é fazer o jogo do contrário. Não quer? Não come! Espere a próxima refeição".
A primeira coisa que você deve fazer é reparar se a sua rotina não está alterando os horários do seu filho. Nos dias de hoje, pai e mãe precisam se desdobrar para pagar todas as contas, fazem cursos e especializações e possuem uma vida repleta de compromissos e cobranças. A corda arrebenta no lado mais fraco. Resultado: as crianças acabam ficando muito tempo sozinhas. Quando os pais chegam em casa, os filhos, obviamente, querem aproveitar o pai e a mãe. Ao mesmo tempo, a escola recomenda que as crianças durmam cedo para estarem dispostas no dia seguinte. E agora, como lidar com esse dilema?









